quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Pan que se aproxima

Os Jogos Pan-americanos se aproximam e algumas dúvidas ainda me incomodam. Por alguns e-mails que tenho recebido, não são dúvidas apenas minhas.

Como será a organização do badminton no Pan? Quem irá compor a mesa? Como será a arbitragem geral? De onde virão os árbitros principais e de linha? Estarão capacitados, já que não houve treinamento? Que infra-estrutura existirá para recebê-los?

Quando serão montadas as quadras de badminton? Quem irá testá-las? Quando? E se não forem adequadas em relação a luz e vento? Haverá tempo de ajuste?

E os ingressos? Quando serão vendidos? Quanto custarão?

Haverá um legado para o badminton? Ou seja, como os tapetes, postes, redes e cadeiras de árbitro serão utilizados depois? As federações poderão utilizá-los?

Não teremos ginásio exclusivo para badminton ao final do Pan, mas com a nova arena do Autódromo e o novo Maracanãzinho, além do Miécimo, se pudermos usar esses equipamentos, poderemos ter torneios de primeiro nível no RJ.

Um sonho, imagino. Devaneio de minha parte.

Notícias e fotos dos atletas em Genebra

Confiram no site da FEBARJ as recentes notícias dos atletas da Miratus que estão em Genebra, na Suíça. Tem também a programação diária de treinamento e outras atividades dos atletas.

É interessante ver a importância que os suíços dão também para a parte cultural do intercâmbio. Isso é país de primeiro mundo.

Será que um dia chegamos próximos disso? Difícil acreditar, não é? Mas temos que continuar trabalhando para que as próximas gerações consigam desfrutar de um país melhor.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Comentário do Luiz de França

Luiz, obrigado pelo seu comentário sobre a questão da medalha no Pan. Excelente! Massificação e alto-rendimento têm que se retro-alimentar. Sozinhos não bastam.

Para quem não sabe, o Luiz é o técnico da Seleção Brasileira de Badminton.

Vale conferir o comentário.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Medalha dá impulso ao esporte?

Sempre fui meio desconfiado em relação à idéia de que temos que ganhar uma medalha para deslanchar o esporte. É claro que uma medalha dá um destaque enorme e atrái mídia, chamando atenção de quem nunca havia ouvido sobre um esporte. Mas só isso não é condição para tornar o esporte conhecido ou popular.

Esta semana, lendo uma reportagem no jornal O Globo, vi exemplos, com diversos esportes que trouxeram medalha nos últimos Panamericanos e não têm muita visibilidade, mas que continuam assim (casos de canoagem, squash, patinação artística e até o handebol).

As medalhas não trouxeram investimentos e praticantes para esses esportes. A história é sempre a mesma: enquanto as Confederações recebem recursos da Lei Piva, que vão principalmente para as seleções brasileiras, as federações estaduais praticamente vivem do esforço individual de seus dirigentes, praticamente sem dinheiro (a Federação de Hóquei e Patinação do RJ sobrevive apenas com R$30,00 mensais).

Acredito fortemente em três vetores para impulsionar o badminton: projetos sociais, badminton escolar e investimento em professores de Educação Física. Isto poderia ser feito com outros esportes, mas acho que o badminton leva grande vantagem por ser mais barato, por ser possível colocá-lo em qualquer quadra existente e por colocar mais pessoas jogando ao mesmo tempo (em uma quadra de futsal, cabem 4 quadras de badminton, onde podem jogar até 16 pessoas, contra 10 do futsal).

O Brasil é um país que tem claramente uma carência social muito forte. E temos visto como projetos sociais podem tirar crianças e jovens da marginalidade, incluindo na sociedade. Ainda há muito o que ser feito e o badminton pode ser um grande reforço nesta luta, como já vemos em alguns exemplos aqui no RJ.

Nossas escolas têm milhões de alunos e isto é muito pouco explorado em termos de esporte. Muitas escolas sequer têm quadras esportivas. Mas só usando as que já têm alguma estrutura, teríamos uma base fantástica de jovens praticantes. Imagine como seria fácil aparecer um grande atleta de badminton, se tivéssemos dezenas de milhares de praticantes, ao invés de algumas centenas.

E temos que atingir os professores de Educação Física. Precisamos ir às faculdades e mostrar o badminton, realizar clínicas, palestras, formar professores e árbitros. Temos que atrair novos professores e incentivá-los a levar o badminton a escolas e comunidades.

Como fazer isso sem dinheiro? Assunto para outro post.

Caprichosos de Pilares

A Caprichosos de Pilares está realmente empolgada para ter o badminton na Escola. Conversando com o prof. Paulo Henrique, a intenção é de colocar inicialmente 3 quadras de badminton, sendo que 2 exclusivas. A idéia é trabalhar a criançada carente e também portadores de deficiência.

Neste último sábado, a Escola organizou uma grande feijoada, mas infelizmente não pudemos comparecer. Teria sido uma grande oportunidade para conhecer o presidente da Escola e dar um início oficial no projeto.

Até tentei ir, mas ando com muitos compromissos. E não dá pra fazer tudo sozinho.

De qualquer forma, o projeto deve deslanchar mesmo após o Carnaval. Afinal, até lá todos na Escola estão concentrados no desfile.

Torneio Pré-Pan deve furar

Não deve ser desta vez que o RJ irá receber um torneio internacional adulto apenas de badminton. A chance seria com o torneio Pré-Panamericano, que estava previsto para fevereiro ou março.

Mas alguns empecilhos provavelmente provocarão o cancelamento do torneio. Entre eles, podemos citar, principalmente: o pré-requisito de ser um torneio na Zona Sul (onde não temos muitos ginásios grandes e em condições de recebermos o badminton, por serem baixos) e a falta de vontade do CO-RIO em ter um torneio de badminton preparativo para o Pan.

O CO-RIO não parece querer fazer força para realizarmos este torneio. Espero que, mesmo assim, as coisas funcionem no Pan. Afinal, não teremos a organização treinada, não teremos os árbitros de linha treinados, entre outros.

A Federação do RJ tentou ajudar, mesmo sem recursos, visitando alguns ginásios. Mas é só o que podemos fazer. É muito difícil chegarmos em um local e solicitarmos o ginásio sem termos um planejamento adequado. Como o torneio não é da federação, pouco podemos fazer.

Uma pena.

Só perdemos para o futebol

Já li que o badminton é o segundo esporte mais praticado no mundo, perdendo apenas para o futebol. Nunca vi os números exatos, mas deve ser verdade, já que o badminton é muito popular nos países mais populosos da Ásia, em especial a China.

Mas há outro dado que nos coloca em segundo lugar: o número de países filiados à entidade máxima internacional. A BWF (Badminton World Federation) conta hoje com 156 países filiados, perdendo apenas para a FIFA, que tem mais de 200.

Se derem mole, o badminton abocanha o primeiro lugar. Afinal, é um esporte fácil e acessível. Não custa torcer.

Vamos animar!

O blog anda muito parado, reconheço. Mas, vamos animar! Afinal, é ano de Pan e temos muitos assuntos a discutir antes mesmo de começarmos nossa temporada de torneios. Aguardem!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

2007

Já estamos no dia 03/01, mas ainda dá tempo de desejar a todos um excelente 2007.

Este é o ano do Pan no RJ, ano em que entra em vigor a Lei de Incentivo ao Esporte, ano em que começam novos governos estaduais e federal, ano em que mais federações de badminton devem se filiar à CBBd.

Esperamos também o surgimento de novas entidades de prática e novas parcerias para impulsionar o badminton.

Tenho certeza que mais uma vez o badminton crescerá com força este ano e grandes passos serão dados para a popularização do esporte.

Badminton em Piracicaba

O Sesc de SP promove, a partir de domingo (07/01/2007), o projeto Sesc Verão 2007, com o objetivo de incentivar a prática esportiva em todo o estado.

Em Piracicaba, o projeto contará também com o badminton.

O Sesc Piracicaba fica na Rua Ipiranga, 155, Centro. Mais informações pelo telefone (19)3434-4022.