terça-feira, 20 de novembro de 2007

Regionais

Neste último final de semana, durante o Campeonato Nacional, realizado na Fonte, em Campinas, tivemos uma reunião entre CBBd e federações.

O assunto mais polêmico foi a realização dos Regionais.

Algumas coisas ficaram bem claras para mim:

1) Para RJ e SP, os Regionais não são interessantes. São caros, principalmente para quem está viajando. Além disso, tecnicamente não adicionam muito e, com 3 regionais e 1 nacional, o ranking nacional não reflete com precisão a realidade.

2) Para MG, o Regional atende pois eles necessitam de intercâmbio.

3) Para o Sul, os Regionais cairam com uma luva, propiciando um intercâmbio perfeito.

4) No Nordeste, temos uma outra situação (talvez ao contrário do Sudeste) onde o Regional acaba não sendo tão interessante para o Piauí, que conta com os atletas mais fortes e estes acabam sempre se enfrentando nas finais. Seria um caso de se investir nos demais estados para elevar o nível técnico deles.

A questão é: como criar um critério único se temos realidades tão distintas?

Minha opinião particular (apenas uma sugestão preliminar, a ser debatida):

1) Circuito Nacional com 4 torneios, apenas com Ae, com peso 3. Chave com máximo de 32 atletas. Haveria um número de vagas por federação (talvez por meio de um ranking de federações, com pesos atribuídos a cada uma), a ser discutido (ex: SP - 9; RJ -7; MG, RS - 3; SC - 2; PR, PE, PI, RN, MA, CE, GO, MS - 1). Se as vagas não forem preenchidas, novas inscrições poderiam ser feitas na ordem acima (SP, RJ, MG...). Cada federação teria autonomia para decidir quem enviar.

2) Circuito Regional com 3 torneios, apenas com Ae, A (promovendo o campeão) e jovens, com peso 1 (se houver mais que 16 inscritos, teria peso 2).

3) Circuitos Estaduais com as demais categorias, promovendo campeão e vice, se houver mais que 8 inscritos e promovendo apenas o campeão, se houver 8 ou menos inscritos.

4) Incentivo à criação de torneios adicionais, a cargo de cada federação ou regional, valendo pontos para o ranking nacional, mediante o atendimento a alguns critérios básicos (mínimo de 3 federações participando, mínimo de 8 atletas inscritos na categoria). Estes torneios poderiam ter peso 1 (ou 2, se tiverem mais que 16 inscritos na categoria).

5) Haveria ranking nacional apenas para a Ae. A categoria A seria apenas de acesso, nos regionais, conforme o item 2. Com cada região promovendo 3 atletas por ano, tendo atualmente 4 regiões, seriam 12 atletas promovidos por ano. Talvez seja muito, mas isso seria filtrado pelos critérios explicados no item 1.

6) Teríamos ainda 1 ou 2 nacionais de jovens (também com peso 3) e 1 nacional por equipes adulto/jovens.

Conclusão:

1) Teríamos um circuito com pelo menos 7 torneios contando pontos para o ranking nacional.

2) As regionais continuariam a existir, contemplando as regiões onde este modelo é mais adequado.

3) Federações com menor estrutura poderiam privilegiar seus estaduais e passariam a usufruir dos regionais apenas quando tivessem atletas de mais alto nível (Ae e A).

4) Nacionais com apenas Ae seriam mais baratos, possibilitando a participação de todos.

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